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Domingo, 10.03.13

FUTURO II

FUTURO ll         Convoco de novo o futuro, desta vêz por reconhecer a absoluta responsabilidade que o futuro tem em cada momento do presente! Se é para o futuro que se constroi no presente, tambem no presente se destroi o futuro!
         Dizia-se no "FUTURO 1", que dos 340,:- nados vivos, nascidos em determinada zona no intervalo de um ano só cerca de trinta é que são filhos de autótenes e crendo eu nos hábitos nas culturas e nos comportamentos emergentes, só uma pequena parte desses 30, oferece alguma probabilidade de dar continuidade á relação trabalho/rendimento e a consequente solidariedade social.
         Contudo não me coube naquele texto a análize complementar do futuro, face á observação que me é possível da minha janela.
         Da minha janela vejo para sul, carrinhas mais carrinhas de ciganitos, procissões de negritos de muchilas e ténis de marca a caminho de páteos de escolas pejados do miúdos médios e graúdos sabe-se lá fasendo o quê! Talvêz lendo Eça de Queiróz ou de telemóvel em punho tentanto um grande trailer de bullying ou uma espetacular cena de "modern-sex", ou em salas com 25 ou trinta ou sei lá quantos meninos ou maduros, em busca de aprender qualquer coisa ou atingir médias que lhes permitam um futuro melhor, entrar para um qualquer curso de licenciado/desempregado, ou para justificar a presença que lhes garanta um parco R.S.I.ou enrolando nem sei bem o quê, com a passividade da auxiliar de ação educativa que se esconde para sua própria proteção, ou de um prof. a despejar planos, a ler circulares, a fazer reuniões até altas horas, à espera de um encarregado de educação a fazer queixa do setô, ou da setôra tal e tal ou a ameaçar partir-lhe os óculos ou morde-lo todo, ou outra professora a tentar que nem doida ler o resultado de uma aula preparada ás duas da manhã depois de deitar os seus filhos e acordar o marido ou a mulher, que dorme á horas.
          Da minha janela olhando o norte vejo outro futuro, vejo um fabuloso relvado ladeado por bonitas e bem aparadas sebes de ligurnes. Espalhados pela relva observo mais e mais brinquedos de plástico coloridos e tabelas de basket e balizas de footbol de cinco e de 14 e de não sei quantos, veijo um bela piscina azul com um brilho que apetece beber, veijo quatro ou cinco crianças de cabelos alourados e roupas brancas e coloridas, brincando nem sei a quê de uma garagem contígua veijo sair um automóvel daqueles que se veem nos filmes transportando uma madame com grandes óculos escuros colocados no alto da loira cabeleira, vivendo não sei de quê, talvêz nem seija esposa de um empresário rico, cuja empresa já falio há muito tempo. Da minha janela veijo dois Futuros que o presente está a construir, veijo quatro ou cinco quadros de grandes empresas, talvêz em Singapura ou Hanoi ou não sei onde e veijo algumas centenas de pessoas sem qualificações nem académicas nem proficionais, provavelmente já sem R.S.I., ou coisa que lhe valha, note-se que no Ruanda não há R.S.I.. Só não consigo ver no futuro onde e como poderão viver uns e outros, parece que na estação espacial estão a aparecer dificuldades de construir piscinas e "spas" etc. Parece que esta gente que decide no presente não fáz conta de cá estar no futuro e se estiverem será em bronze e por pouco tempo porque no futuro vão ser todos arrancados e fundidos em Changay ou em Camabatela ou em qualquer cidade do futuro para fazer ogivas.

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por setblog às 17:59



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